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2018: o ano de oscilação, mas com saldo positivo para o Botafogo

Time do Botafogo (Foto: Vitor Silva / SS Press / BFR)

A temporada do Botafogo chega ao fim e é possível analisar o desempenho do alvinegro por dois primas: o do torcedor mais exigente que esperava um desempenho melhor e o do torcedor, digamos, compreensivo, que enxergou um saldo positivo no ano do Glorioso. É bem verdade que fatos como o constante atraso de salários, a precoce eliminação na Copa do Brasil e as inúmeras rodadas lutando contra o rebaixamento, deixam o torcedor um pouco com o pé atrás. Mas se a última impressão é a que fica, o bom futebol apresentado no fim do ano deixa uma ponta de alegria na temporada também marcada pelo título do campeonato carioca.

Oscilação. Essa foi a palavra utilizada pelo meia João Paulo em uma das últimas coletivas de jogadores no ano. É o resumo perfeito para o 2018 que teve o Botafogo. Se você é o torcedor classificado aqui como exigente, saberá reconhecer que o time teve pontos positivos. Caso seja o compreensivo, terá a nítida impressão de que foi bom, mas poderia ter sido melhor. O Glorioso teve altos e baixos em diversos setores durante todo o ano e oscilou algumas vezes.

Vamos começar pela escolha dos técnicos, ao todo foram quatro que estiveram comandando o Botafogo à beira do gramado. Dois deles o torcedor não quer nem lembrar: Felipe Conceição e Marcos Paquetá. Já os outros dois deixaram impressões positivas para boa parte da torcida: Alberto Valentim e Zé Ricardo. Curiosamente a escolha desses treinadores foi intercalada e contribuiu bastante na oscilação. Começou com Felipe Conceição (baixa), passou para Alberto Valentim (alta), seguiu com Marcos Paquetá (baixa) e terminou com Zé Ricardo (alta).

Certamente que o desempenho do treinador contribui bastante para o momento do time em campo e isso influencia demais na oscilação, mas não foi só aí que o Botafogo viveu sua instabilidade. Até mesmo em questões incontroláveis como a lesão de atletas, o time sofreu. Em alguns momentos poderia se gabar de ter grandes opções e em outros o desespero batia. Obviamente que a grave lesão de João Paulo entra nessa conta, mas o exemplo perfeito se resume aos goleiros. O Botafogo iniciou o ano com Gatito Fernández e Jéfferson, mas em meados de julho os dois já estavam fora de combate, entregues ao departamento médico. Sobrou para Saulo e Diego, jovens que sentiram o peso da responsabilidade. Quando Gatito finalmente voltou, no começo de novembro, Jéfferson também passou a ter condições.

Outro momento que preocupou o torcedor botafoguense e também foi motivo de oscilação se deu por conta do atraso nos salários. O Botafogo não chegou a ter uma excelente saúde financeira, mas o time conseguia cumprir com suas obrigações quando o ano começou. Já no meio da temporada, um pouco mais para a parte final do ano, o problema começou a aparecer e em campo o time não correspondia. A diretoria tentou diversos acordos no período, adiantou cotas de transmissão de competições que só vão acontecer daqui a dois anos e conseguiu, até certo ponto, “apagar o incêndio”. No final da temporada o clube passou a não sofrer tanto com o problema.

Num saldo geral, somando às expectativas que eu particularmente tinha com relação ao Botafogo em 2018, me identifico mais com o grupo de torcedores que classifiquei como compreensivos. Fico com a impressão de que poderia ter sido melhor, mas entendo que o desempenho esportivo do Botafogo foi satisfatório e dentro do que se esperava.

E você torcedor? Como qualifica o desempenho do Botafogo?

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