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A Argentina respira futebol!

Após um longo período, estou de volta à minha coluna. O assunto será justamente o motivo que me fez ficar afastado, minhas férias na Argentina. No país vizinho fiquei 18 dias e pude perceber o quanto eles são apaixonados por futebol. Por lá, criança brinca de bola! Nada de tablets ou celulares. Meninos e meninas vestem azul e branco, cores da camisa da Argentina. A paixão pela Seleção começa desde pequeno e está presente no cotidiano e não apenas em época de Copa do Mundo.

A todo momento o assunto é futebol. Seja nas resenhas ou praticando o esporte. Maradona para eles é sim melhor que Pelé e não há nenhum argumento no mundo que os fazem mudar de ideia. Se orgulham muito de suas equipes, que possuem um alto grau de competitividade, mesmo não tendo o poder financeiro dos brasileiros. A rivalidade por lá é intensa, entretanto cada um sabe o tamanho do seu próprio clube. Um torcedor do Racing se orgulha de sua história, mas sabe que Boca Juniors e River Plate são os maiores do país.

Os argentinos possuem problemas bem parecidos com os dos brasileiros e assim como nós usam o futebol como forma de diversão. Tive a oportunidade de ir em dois jogos do River Plate, no Monumental de Núñez. Duas derrotas, contra Defensa y Justicia (0 a 1) e Unión de Santa Fé (1 a 2). O time jogou com uma ressaca danada após o título da Libertadores.

Apesar das derrotas, nenhuma vaia, seja durante ou após as partidas. Senti falta da vibração nas arquibancadas, marca registrada dos argentinos. Entretanto a minha decepção tinha resposta. “Los Borrachos Del Tablón”, principal barra brava do clube, vive uma guerra interna por poder, o que acabou dividindo as arquibancadas. Essa situação não chega a ser uma novidade para os cariocas.

Eles sabem ganhar dinheiro

Nas minhas andanças por Buenos Aires não poderia faltar uma ida ao museu do Boca Juniors e do River Plate. Situados na La Bombonera e no Monumental de Nuñez, os espaços são sinônimos de receitas para os clubes. No passeio você conhece a história, os troféus, o vestiário, as arquibancadas e o gramado, gastando em média R$ 50.

Tudo é bem bacana, bonito e organizado. Porém o sentimento que eu tive foi de inveja. Afinal de contas, qual é a explicação para Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco não terem um museu como o deles? Garanto que assunto não falta por aqui.

 

No museu do Boca, todas as camisas usadas pelo time durante toda a sua história. (Foto: Joel Silva | Rede Mais Esportes)

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