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Dezembro: O mês das “faKe news” no futebol?

Fake News

Como já é tradição em todo o fim de temporada no futebol brasileiro, o mês de dezembro traz com ele as famosas especulações de transferências nos principais clubes do nosso país. Eu lembro que quando comecei a me interessar por futebol e a formar minha paixão por esse esporte, era um período que sempre curtia. Acompanhava em jornal, rádio, televisão e aonde mais pudesse as notícias sobre negociações para saber como os times iriam se reforçar.

Claro que eu tinha uma certa noção das negociações que eram possíveis ou não. Sempre saía uma especulação de um jogador muito badalado num clube que não vivia grande momento. Nesses casos eu tinha certeza de que não passariam mesmo de meras especulações. Sim, as tão na moda “Fake News” já se faziam presentes há alguns anos atrás, não com o alcance de hoje.

Não posso ser leviano em dizer que qualquer negociação que envolva um jogador “de peso” num clube que não está num grande momento não seja verdade em 100% dos casos. As vezes realmente a diretoria daquele determinado clube buscou a tal contratação. Sendo assim, qualquer movimentação, por mais absurda que possa parecer, precisa sempre ser noticiada.

O ponto que quero chegar é que muitas vezes esse período é usado de maneira indevida com um único objetivo: atrair audiência. É o que chamamos popularmente de “matéria caça-clique”. Com a propagação das redes sociais então, isso aí se ampliou de uma maneira assustadora. Ao que me parece, hoje em dia o importante no jornalismo esportivo é ser “famoso”, seja por algo positivo ou negativo. Muitos, felizmente uma grande minoria, seguem esse ensinamento e se aproveitam da exposição do período de negociações para obter a tal fama.

Para chegar a esse objetivo, vale divulgar aquilo que não se tem certeza ou que não foi bem apurado, vale pegar notícia de um outro profissional ou veículo e divulgá-la sem dar os devidos créditos… o importante é ser falado. Além de iludir os leitores, ouvintes ou telespectadores, essa prática vai contra o que aprendi em uma aula na faculdade de jornalismo e jamais esqueci: “o jornalista é a ponte entre a notícia e o cidadão, ele nunca deve ser ou se sentir mais importante do que a notícia”.

Vale aqui a crítica aos jornalistas por formação e que trabalham em veículos importantes do nosso país. A responsabilidade e principalmente uma palavra que infelizmente está a cada diz mais esquecida, a credibilidade, precisam ser preservadas. Elas são mais importantes do que parecem.

No entanto, o motivo que me fez escrever essa coluna hoje não se resume aos jornalistas, mesmo que eu ache um absrudo tal prática para quem dedica sua vida a informar. O ponto que quero abordar é sobre os perfis não profissionais que acabam divulgando uma notícia. Muitas vezes são páginas de torcedores apaixonados por aquele determinado clube.

Obviamente, por não terem a formação necessária para exercer essa função, acabam trazendo infomações sem preparo e com grande possibilidade de não terem sido devidamente apuradas. Essa prática está cada vez mais comum e sistematicamente tenho visto esse tipo de postagem com uma grande difusão entre outros torcedores.

O que me preocupo com relação a tudo isso é a banalização. Primeiro dos jornalistas que não seguem o que aprenderam na formação e depois de quem não é preparado para isso, mas ganhou voz em rede social. Uma ferramenta que poderia ser um importante canal de comunicação, acaba se tornando uma grande desinformação coletiva, principalmente no período em que qualquer especulação é bem vinda.

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